I Seminário Brasileiro sobre Livro e História Editorial
8 a 11 de novembro de 2004 Casa de Rui Barbosa - Rio de Janeiro

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Índice de autores por nome

1. Acácia » Cláudia

2. Cristiane » Jackeline

3. Janaína » Marcos

4. Marcus » Wander

Cristiane CostaEditora do Idéias, suplemento literário do Jornal do Brasil, e do Portal Literal (www.literal.com.br). Doutora em Comunicação e Cultura pela Eco-UFRJ, em 2001 recebeu a Bolsa Vitae de Literatura para realizar a pesquisa “Pena de aluguel: jornalistas escritores no Brasil (1904/2004)”, que será publicada em 2005.

Breve história dos suplementos literários

Do primeiro caderno literário digno deste nome, publicado em 1909, pela Gazeta de Notícias, passando pelo boom dos suplementos, nos anos 50, graças à departamentalização dos jornais promovida pelas novas rotativas, chegando às novas possibilidades oferecidas pela Internet, esta pequena história do espaço destinado aos livros na imprensa pretende demonstrar como cada formato de crítica está diretamente vinculado ao modelo de produção cultural de seu tempo. Se isso é facilmente verificável na década de 50, quando o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil lançou as bases (e o manifesto) do concretismo, reproduzindo na diagramação de suas páginas o mesmo padrão artístico da vanguarda, não deixa de ser visível também na atual configuração dos suplementos culturais, em que a literatura perde espaço para outras artes com maior penetração popular, como a televisão, o cinema e a música. Num momento jornalístico em que a palavra cultura passa a ser sinônimo de comportamento, entretenimento e celebridades, qual seria a crítica literária possível?
Palavras-chave: Crítica literária; livros; jornais; suplementos culturais; cadernos literários.
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Cristiane Tonon Silvestrin Graduada pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), a autora trabalha hoje na Editora da USP como produtora gráfica. O presente trabalho foi apresentado em junho de 2001 para obtenção do título de bacharel em Comunicação Social com habilitação em Editoração. Atualmente esta pesquisa está sendo preparada para publicação pela Ateliê Editorial.

Elvino Pocai: o artista do livro

A presente pesquisa tem por objetivo resgatar a história e mostrar a produção de um tipógrafo chamado Elvino Pocai, que viveu em São Paulo na primeira metade do século XX. Nessa época, surgiram muitas oficinas gráficas no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. No início, sem muito destaque, produziam pequenos impressos. Posteriormente, algumas se tornariam tipografias conceituadas na impressão de livros e revistas, firmando uma marca no mercado. Muitos desses “artistas do livro” eram imigrantes que chegavam ao país trazendo seus conhecimentos na arte da impressão. Eles trouxeram grande contribuição técnica e artística para as artes gráficas brasileiras. E assim foi a história de Elvino Pocai. Italiano, ele proporcionou ao mercado editorial brasileiro verdadeiras obras-primas da impressão. Nas primeiras décadas do século XX, o padrão visual das edições brasileiras em geral era baixo, sendo que somente alguns editores e tipógrafos se preocupavam em apresentar ao leitor um produto de boa qualidade visual. Elvino Pocai encontra-se neste grupo. Foi um verdadeiro “mestre da impressão”, por meio da habilidade artesanal e bom gosto. Além de tipógrafo também foi editor: na época, muitos autores procuravam diretamente uma oficina gráfica e o tipógrafo responsável acabava por exercer as funções do editor, como escolha do projeto gráfico do miolo e da capa e escolha do papel utilizado. Apesar do grande artista que foi, ele raramente é citado por estudiosos do livro no Brasil e, assim, muitos detalhes de sua vida pessoal e profissional ficaram perdidos no tempo. Portanto, um dos principais objetivos deste trabalho foi, acima de tudo, tentar resgatar a história de Pocai por meio da análise de sua produção gráfica. Produção esta que, em suas próprias palavras, era “a busca das formas perfeitas”.
Palavras-chave: Artes gráficas; livros; tipografia.
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Cristina ZaharEditora da Jorge Zahar Editores

Palestra: Jorge Zahar, um editor pioneiro

Palavras-chave: Memória editorial; história editorial; história do livro; editoras.
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Cyana Leahy-DiosPhD em Educação Literária (Universidade de Londres), atua nos programas de pós-graduação em Letras e em Ciência da Arte (UFF). Editora, tradutora e escritora de poesia, ensaios e ficção. Autora, entre outras obras, de Seminovos em bom estado (poemas) e Educação literária como metáfora social, 2ª. ed. www.cyanaleahy.com

Um círculo tortuoso ou virtuoso?

O que faz autores e tradutores, professores universitários e pesquisadores embarcar no sonho prazeroso e frustrante de editar livros? Com quantos títulos se faz um sucesso editorial? Quantos prêmios literários são necessários para um best seller? Quais são os índices de sucesso e de fracasso? Qual e o nó da questão e como desatá-lo? O mercado editorial comporta aventuras de amor ao livro? Quem edita, por que e para quê?
Palavras-chave: Editores; autores; pequenas editoras; sucesso editorial.
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Diana Cooper-Richet Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines, França. Directrice-adjointe du Centre d’Histoire Culturelle des Sociétés Contemporaines. Présidente élue du Comité scientifique de l’UFR Sciences Sociales et Humanités de l’UVSQ. Membre élu du Conseil de l’UFR Sciences Sociales et Humanités de l’UVSQ. Membre élu du bureau du Département d’histoire, responsable des relations internationales. Algumas publicações : Le Peuple de la nuit. Mines et mineurs en France, XIX°-XX° siècles, Paris, Plon-Perrin, 2002; «Le roman populaire du XIX° siècle: à l’origine des rituels de participation et d’identification », en collaboration avec Jean-Yves Mollier, Les Cultes médiatiques. Culture fan et oeuvres cultes, Philippe Le Guern dir., Rennes, Presses universitaires de Rennes, 2002. « Les imprimés de langue anglaise en France au XIX° siècle : rayonnement intellectuel, circulation et modes de pénétration», Les mutations du livre et de l’édition dans le monde du XVIII° siècle à l’an 2000, dir. J.Y. Mollier et Jacques Michon, Québec, Presses de l’Université Laval, Paris, L’Harmattan, 2001.

Conferência: Littérature étrangère et monde du livre, à Paris, au XIX° siècle.

Palavras-chave: História editorial; história do livro; livrarias; literatura estrangeira; século XIX; França.
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Dorothée de BruchardTradutora e editora. Criadora e responsável pelo Escritório do Livro www.escritoriodolivro.org.br; E-mail: dorothee@escritoriodolivro.org.br

Paraula, uma aventura editorial

A Editora Paraula (do antigo provençal: palavra) foi uma pequena editora de canto-de-apartamento que durante oito anos (1992-1999) – de início em Porto Alegre, mais tarde em Florianópolis – se dedicou a publicar obras clássicas em edições geralmente bilíngües. O objetivo primeiro da Paraula era produzir traduções de prosa de qualidade, com plena valorização do ofício e do personagem do tradutor – surgindo inclusive, no âmbito da editora, “oficinas de tradução literária” responsáveis por alguns títulos do catálogo. Aventura experimental, sem pretensões, com “confecção caseira” facilitada pelos então recentes avanços tecnológicos, a Paraula cresceu mais do que se supunha – alcançando boa repercussão na mídia e distribuição em nível nacional. Encerrou as atividades com 26 títulos no catálogo – que incluía obras de Baudelaire, Poe, Mallarmé, Rousseau, Swift etc., e três números de uma revista literária, a Arca. Seu acervo remanescente foi doado pela Fundação Vitae a 130 bibliotecas universitárias em todo o Brasil.
Palavras-chave: Edição; tradução; edições bilíngües; editora; história editorial; artes gráficas.


Eliana DutraProfessora titular de Historiografia e Metodologia da História na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Diretora de Tese no Programa de Pós-graduação em História da mesma Universidade. Doutora em História Social (USP). Pesquisadora Bolsista do CNPq. Coordenadora, em parceria com Jean-Yves Mollier, da Cooperação Internacional entre L’ Université de Versailles Saint-Quentin En Yvelines (UVSQ), France, e a UFMG. Coordenadora do Comitê de História do CNPq. Autora, dentre outros, de Rebeldes Literários da República. História e identidade nacional no Almanque Brasileiro Garnier, 1903-1914. Belo Horizonte, Ed. UFMG, 2004 (a sair). Política, nação e edição. O lugar dos impressos na construção da vida política. Atas do Colóquio, org. em parceria com Jean-Yves Mollier, a sair.

Companhia Editora Nacional: tradição editorial e cultura nacional no Brasil dos anos 30

O trabalho pretende traçar um panorama das práticas, inovações e estratégias editoriais da Cia. Editora Nacional ao longo dos anos 30, em particular em torno da edição da Coleção Brasiliana. As estratégias comerciais, os contratos dos autores, as técnicas de propaganda, as aproximações com o Estado, o papel do editor serão aspectos abordados de forma a mostrar, de um lado, a construção de uma tradição editorial, de outro a sua vinculação e inserção no interior de projetos de afirmação de uma cultura nacional então na “ordem do dia”. Os pontos de contato da ação da Cia. Editora Nacional com a política estatal voltada para o nacionalismo cultural – num movimento de aproximação que pode ser explicado pela utopia da “dupla fundação” – e seus desdobramentos pragmáticos, constituem assim um dos aspectos centrais da nossa apresentação.
Palavras-chave: Editora; Nacional; cultura; história editorial; Coleção Brasiliana; nacionalismo cultural.
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Eliane Bettochi Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Doutoranda em Design.
E-mail: bettocchi@historias.interativas.nom.br

Aventuras visuais no Brasil Barroco: um ensaio semiótico sobre um ensaio gráfico

Propõe-se um exame das possibilidades de se tratar um projeto gráfico de livro como um ensaio semiótico, usando como exemplo o processo de design de um livro de role-playing game (RPG) ambientado no Brasil colonial. Este ensaio é a primeira tentativa de uma reflexão sobre o role-playing game como um processo de comunicação, onde o suporte e seu design atuam como emissores. O suporte impresso é tratado como narrativa hipermidiática onde os elementos (imagens e textos) atuam como links, abrindo as possibilidades de significação. Espera-se chegar a um design que possibilite e estimule a participação direta dos usuários na sua própria ampliação e reconstrução, caracterizando tais suportes como obras abertas.
Palavras-chave: Design gráfico; role-playing game; semiótica.


Eliane Hatherly PazPontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Graduou-se em Jornalismo na PUC-Rio (1993). Fez pós-graduação em assessoria de Comunicação na UniverCidade (1995). Em 1998, estudou no Book Publishing Summer Intensive Program, na New York University. Em 2003, cursou Book Publishing: Formação Executiva na Indústria do Livro, na FGV-RJ. Faz pós-graduação em docência superior na Estácio de Sá. Em junho, co-organizou o I Painel PUC "O Universitário e o Livro". Mestre em literatura brasileira pela PUC-Rio.
E-mail: eliane_hpaz@yahoo.com.br

Massa de qualidade

A pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, realizada pela Câmara Brasileira do Livro e o Sindicato Nacional dos Editores Livreiros em 2001, revelou a predominância de um público leitor para quem a ligação sentimental com o texto independe de critérios estéticos e o ato de ler satisfaz primordialmente a necessidades várias do cotidiano. Este texto propõe uma mudança de paradigmas críticos em função desse fenômeno ao defender o consumo da literatura dita “de entretenimento” como um primeiro passo em direção à literatura “de proposta”. Sendo assim, teço considerações sobre uma postura ainda existente em um segmento da crítica literária – a de repúdio a qualquer reflexão sobre o tema – na tentativa de contribuir para a flexibilização desse modo de pensar.
Palavras-chave: Crítica literária; “mais vendidos”; leitura e leitores; crise da leitura.
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Elizabeth W. Rochadel TorresiniHistoriadora e professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Doutorou-se pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É autora de Editora Globo: uma aventura editorial nos anos 30 e 40 (Edusp/Com-Arte; Editora da UFRGS); Modernidade e urbanização (org.) (Edipucrs); Hospital Moinhos de Vento: 75 anos de compromisso com a vida (HMV); História de um sucesso literário (Literalis).
E-mail: torresini@terra.com.br

As coleções da Livraria do Globo de Porto Alegre (1930 a 1950)

A presente pesquisa trata das coleções editadas pela Livraria do Globo, entre 1930 e 1950, nomeadamente as coleções: Amarela, Espionagem, Verde, Universo, Globo e Nobel, com ênfase nas suas linhas editorais, autores, ilustradores e tradutores. Pretende-se apresentar um estudo quantitativo das obras publicadas e a área de abrangência da comercialização dessas coleções no período de sua publicação.
Palavras-chave: História editorial; livraria; Globo; coleção; linhas editoriais; comercialização.
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Emerson TinDoutorando em Teoria e História Literária do Departamento de Teoria Literária do IEL/Unicamp, onde desenvolve, sob orientação da professora Marisa Lajolo e com financiamento da Fapesp, o projeto de pesquisa intitulado O “Lobato das cartas”: leitura e análise da epistolografia lobatiana, iniciado no ano de 2003.
E-mail: emtin@mpc.com.br

A correspondência do editor Monteiro Lobato – sistema literário e sociabilidade nos anos 1920

Monteiro Lobato foi, segundo os historiadores do livro e das editoras no Brasil, um editor revolucionário. Essa revolução se deu em vários níveis, seja na materialidade do livro, com a adoção de capas ilustradas e coloridas, seja na maneira de vender o livro, seja na escolha dos autores editados. Com a fundação da editora, Lobato começa a ser assediado por inúmeros escritores, de nomes consagrados a alguns – até então – desconhecidos. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é traçar, por meio de alguns exemplos de sua correspondência ativa e passiva – com a transcrição integral de algumas cartas não publicadas –, de que maneira se configurava a relação entre os autores e o editor Monteiro Lobato, de forma que, a partir da correspondência, possamos reavaliar e redimensionar a importância do escritor taubateano no sistema literário do início do século XX.
Palavras-chave: Monteiro Lobato; cartas; história editorial; Monteiro Lobato & Cia; sistema literário; sociabilidade.
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Eni Neves da Silva RodriguesUniversidade Federal do Mato Grosso. Doutoranda do IEL/Unicamp e professora da UFMT, campus de Rondonópolis.
E-mail: enineves@brturbo.com

Panorama do mercado livreiro mato-grossense do século XIX recuperado pela leitura de jornais da época

A presente comunicação pretende traçar um breve panorama do comércio de livros na Província de Mato Grosso, na segunda metade do século XIX, com o objetivo de fazer o levantamento e recuperação dos primórdios do mercado de livros nesta região do Império. Pelos dados recolhidos durante a leitura de 35 jornais mato-grossenses da época, pôde-se observar que Mato Grosso possuía, tanto em Cuiabá como no interior da província, além de vários livreiros, número considerável de pontos de vendas de livros, ou seja, estabelecimentos comerciais vendendo grande variedade de artigos importados juntamente com livros. Estas “livrarias” mantinham estreito contato com o comércio de livros do Rio de Janeiro, e, este, por sua vez, com a Europa. Portanto, pode-se dizer que algumas “livrarias” mato-grossenses, da segunda metade do século XIX, mantinham perfeita sintonia com o lançamento de livros das melhores livrarias da Corte e da Europa, principalmente da França.
Palavras-chave: Mercado livreiro; Mato Grosso; século XIX.
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Enio PassianiUniversidade de São Paulo. Mestre e doutorando em sociologia pela USP e autor do livro Na trilha do Jeca: Monteiro Lobato e a formação do campo literário no Brasil (Bauru: Edusc, 2003).
E-mail: eniopassiani@aol.com

A construção da hegemonia: Monteiro Lobato, mercado editorial e campo literário no Brasil

Por quase uma década, entre 1918 e 1926, Monteiro Lobato foi personagem central do campo literário paulista, e, talvez, nacional. Sua posição hegemônica acabou sendo o resultado da elaboração e implementação de um projeto intelectual que se desdobrava em duas vertentes igualmente importantes: a escrita literária e a profissão de editor. Este trabalho pretende mostrar a importância do trabalho editorial de Lobato para a construção de tal hegemonia e como o mito do herói-fundador (das editoras nacionais) a ele atribuído ganhou força por ter sido reproduzido, ao longo de vários anos, por alguns dos principais nomes da historiografia editorial brasileira.
Palavras-chave: Monteiro Lobato; campo literário; editoras; projeto intelectual; reprodução; história editorial.
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Fernanda Schiavo NogueiraAluna do curso de Graduação em História da UFMG e bolsista do Programa de Aperfeiçoamento Discente (PAD), da Prograd-UFMG.
E-mail: fernandaschiavo@ubbi.com.br

Apropriações heréticas e iconoclastas de Émile, de Rousseau, na perspectiva de um inventivo leitor luso-brasileiro: Antônio de Morais Silva (1779-1806)

Nesta comunicação, primeiramente, abordo o criticismo manifestado pelo filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau em sua censurada obra Émile, no que concerne aos dogmas da religião cristã. Em seguida, analiso a possibilidade de apropriação herética dos questionamentos de Rousseau, sobretudo no que diz respeito à autoridade absoluta das verdades eternas, por um inventivo leitor do império luso-brasileiro: o universitário coimbrão Antônio de Morais Silva, acusado pelo Tribunal do Santo Ofício de discutir temas sagrados conforme a perspectiva de pensadores hereges ilustrados, nos idos de 1779 a 1806. Ao longo da pesquisa, pretende-se também examinar em que grau o universo de práticas e ambientes de leitura conduziu ou mesmo estimulou o jovem leitor a contestações da ordem religiosa luso-brasileira.
Palavras-chave: Émile; Rousseau; heresia; Antônio de Morais Silva; Coimbra.
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Flamarion MauésUniversidade de São Paulo. Bacharel em História pela USP, onde cursa o mestrado na mesma área. Coordenador editorial da Editora Fundação Perseu Abramo.
E-mail: flamaues@terra.com.br

Uma editora de oposição: Livraria e Editora Ciências Humanas

Dentro do quadro maior do estudo de editoras de oposição no período da abertura política no Brasil (1974-1985), o objetivo deste trabalho é esboçar uma breve história da Livraria e Editora Ciências Humanas (LECH), cuja atuação ocorreu entre 1976 e 1982, na cidade de São Paulo. A fonte principal da pesquisa até o momento são o depoimento a mim concedido e as memórias escritas pelo proprietário da LECH, Raul Mateos Castell. Considerando que os dados levantados apontam que esta editora se encaixa no que classifico como editoras de oposição, levantarei algumas questões sobre as relações que se podem estabelecer entre a forma como se organizava econômica, administrativa e empresarialmente a LECH e os resultados obtidos pela editora, seja do ponto de vista empresarial, seja do ponto de vista editorial e político.
Palavras-chave: história editorial; editoras de oposição; editoras como empresas; editoras; livrarias; S. Paulo.
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Flávia Goullart Mota Garcia RosaProfessora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e diretora da EDUFBA.
E-mail: flaviagr46@hotmail.com

Susane Santos BarrosGraduanda em Biblioteconomia na UFBA e bolsista de iniciação científica.
E-mail: susanesb@ufba.br

Panorama da História da Editoração em Salvador

O presente estudo tem como objetivo identificar os principais momentos da história editorial em Salvador (Bahia), tendo em vista que esta cidade foi palco de significativas transformações culturais, por sua condição de primeira província a desenvolver sua própria atividade editorial com a vinda da Família Real para o Brasil. Desse modo, pretende-se registrar, de forma sistemática, os fatos relativos às iniciativas locais, a influência dessas contribuições no mundo do livro e a participação que tiveram na indústria editorial brasileira.
Palavras-chave: Editoras; história editorial; autores; Salvador (Bahia); Bahia.
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Flávio Weinstein TeixeiraProfessor do departamento de História da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Doutorando do Programa de Pós-graduação em História da UFRJ.
E-mail: flavel@uol.com.br

Artes gráficas e renovação cultural: a presença d’O Gráfico Amador no cenário cultural do Recife (1954-1964)

O Gráfico Amador, ainda que tenha tido uma existência relativamente curta, trouxe importante contribuição no campo das artes gráficas. Mesmo que não seja suficientemente conhecido, este é um aspecto acerca do qual não há discussão. O que tem permanecido encoberto é sua importância em articular uma série de intelectuais em torno de si, servindo ao mesmo tempo como núcleo de sociabilidade e plataforma para a projeção desses intelectuais nos debates culturais da cidade do Recife nos finais dos anos 50. O objetivo desta comunicação é destacar essa faceta d’O Gráfico. Para isso, acompanha a penetração e o escopo dos debates que o grupo formado em torno d’O Gráfico promoveu no cenário cultural da cidade. Este texto constitui uma seção da tese de doutoramento que venho desenvolvendo junto ao PPGHIS/UFRJ.
Palavras-chave: Gráfico Amador; Recife; sociabilidades intelectuais; artes gráficas; editores; história editorial.
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Francisca Izabel Pereira MacielProfessora de graduação e pós-graduação da FaE/UFMG. Pesquisadora do CEALE (Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita) e do GEPHE (Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação) da Faculdade de Educação da UFMG. Atualmente, coordena o GT de Alfabetização, Leitura e Escrita da ANPED (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação).
E-mail: franciscamaciel@terra.com.br

A Livraria Francisco Alves e o contexto pedagógico em Minas Gerais,1893-1930

O objetivo dessa comunicação é analisar a forte influência da Livraria Francisco Alves na edição e distribuição de livros de educação, em especial as cartilhas destinadas à aprendizagem inicial da leitura e da escrita de crianças no Estado de Minas Gerais nas primeiras décadas do período republicano. Busca-se contextualizar a época em que essa casa floresceu na capital mineira, tornando-se habitat dos intelectuais e porto seguro para os professores em busca de conhecimentos para suas funções pedagógicas.
Palavras-chave: História da leitura; história do livro; alfabetização; livraria; Francisco Alves; história editorial.
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Francisco de Paula Souza de Mendonça JúniorAluno do curso de Graduação em História da UFMG e bolsista do PIBIC-CNPq.
E-mail: kirijy@hotmail.com

Virtude & formosura: um olhar sobre o feminino e o sagrado no romance de D. Teresa Margarida da Silva e Orta

Este trabalho busca analisar as questões das relações de gênero, centrando- se num dos romances fundadores da literatura luso-brasileira: As aventuras de Diófanes, de Dona Teresa Margarida da Silva e Orta, tida como a primeira escritora “brasileira”. Mulher que conviveu no seio da Ilustração portuguesa, em sua obra, apresenta uma nova percepção dos papéis femininos na sociedade portuguesa do Antigo Regime, repensando a importância da educação nesse contexto.
Palavras-chave: Diófanes; Hemirena; mulher; romance; Teresa Margarida; século XVIII.
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Gisela Creni MarquesMestre em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP com dissertação sobre editores artesanais; graduada em Editoração pela Escola de Comunicações e Artes da USP. No mercado editorial há 20 anos, atualmente trabalha no Departamento de Produção da Editora Companhia das Letras.
E-mail: gisela.creni@uol.com.br

Cleber Teixeira: um artesão da palavra

Ao contrário dos grandes editores, o carioca Cleber Teixeira fundou sua editora artesanal, a Noa Noa, em Florianópolis – distante do eixo Rio-São Paulo. Sua importância cultural está, num primeiro momento, vinculada ao aspecto gráfico das publicações: os livros apresentam tiragens limitadas e ilustrações, e são impressos em tipografia e em papéis especiais. Graças à ousadia e à criatividade de Teixeira, responsável não só pela sobrevivência do livro artesanal e da poesia, mas também pela alteração dos padrões estabelecidos pelo mercado, conferiram-se dignidade e qualidade às publicações de autores estreantes de poesia e de outros gêneros literários. Devido à ausência de uma bibliografia específica sobre o editor analisado, foram utilizados na pesquisa artigos de jornais e revistas, análise das publicações da Noa Noa e, principalmente, um depoimento do próprio editor.
Palavras-chave: Editora artesanal; Cleber Teixeira, Noa Noa; poesia; artes gráficas; história editorial.


Giselle Martins VenâncioProfessora de Teoria e Metodologia da História na Universidade Estadual do Ceará (UECE). Doutora em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Bolsista de doutorado sanduíche em 2000/2001 na École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris).
E-mail: giselle@bossastudio.com.br

Lisboa-Rio de Janeiro-Fortaleza: os caminhos da coleção “Biblioteca do Povo e das Escolas”, traçados por David Corazzi, Francisco Alves e Gualter Rodrigues

O presente texto refere-se à trajetória de três homens. Eles nasceram na mesma época, mas viveram cada um em uma cidade distinta. Um morava em Fortaleza, no Ceará, outro em Lisboa e o terceiro no Rio de Janeiro. O que os unia? Livros. Os três tiveram suas vidas marcadas pela edição, impressão e comercialização de livros e relacionadas, particularmente, pela publicação de uma coleção de livros: a Biblioteca do Povo e das Escolas. É dessa coleção e de como ela se associa à vida desses três homens que esse texto trata. É uma história que liga Lisboa, Rio de Janeiro e Fortaleza e que mostra que ainda há muito a se descobrir e percorrer nos caminhos dos livros no século XIX.
Palavras-chave: Coleção; Biblioteca do Povo e das Escolas; David Corazzi; Francisco Alves; Portugal; século XIX.
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Glaucia Soares BastosProfessora do Ensino Fundamental do Colégio Pedro II, graduada em Letras (Português/Literatura) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Mestre em Teoria Literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Doutoranda em Literatura Brasileira na PUC-Rio.
E-mail: gsoaresbastos@yahoo.com.br

Monteiro Lobato editor

Embora Monteiro Lobato seja atualmente lembrado quase exclusivamente por sua produção literária destinada ao público jovem, sua atividade editorial vem sendo trazida à luz, revelando-se o importante papel que desempenhou ao longo de toda a sua vida à frente de diferentes editoras. Como editor e tradutor, inovou na escolha de títulos da literatura universal e no investimento em autores brasileiros, e, sobretudo nas formas de distribuição do livro. Através do estudo de sua correspondência (ativa e passiva), em parte publicada, em parte consultada em arquivos, podemos observar sua incessante preocupação com, por um lado, a ampliação do público leitor e da circulação do livro e, por outro, a profissionalização do escritor, bem como identificar os critérios por ele empregados para a seleção do que seria publicado.
Palavras-chave: Monteiro Lobato; correspondência; tradução.
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Guilherme Cunha LimaUniversidade do Estado do Rio de Janeiro. Designer gráfico, Doutor (PhD) pela Universidade de Reading, Inglaterra. Após atuar no mercado durante quinze anos, ingressou na carreira do magistério superior na UFPE, em 1980. Foi coordenador do curso de Design Gráfico e chefe do departamento de Teoria da Arte, onde foi coordenador da Comissão de Pós-graduação. Tem publicado, a partir de 1990, artigos no Brasil e no exterior. Projetou e editou dez livros experimentais de arte. Autor de O Gráfico Amador: as origens da moderna tipografia brasileira (Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1997). Desde 1995 é Professor Adjunto da ESDI/UERJ, onde é coordenador do Programa de Pós-graduação. Em 2001, foi convidado a ser professor colaborador do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da UERJ. É pesquisador e consultor ad hoc do CNPq, e de várias agencias governamentais.
E-mail: gecunhalima@globo.com

Ana Sofia MarizDesigner gráfico, formada pela Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), Mestranda em Design na PUC-Rio. Trabalhou durante cinco anos como chefe de departamento da Editora Record. Atualmente trabalha como free lancer no mercado editorial e é professora de design gráfico na UniCarioca, no Rio de Janeiro.
E-mail: anasofia@pobox.com

A trajetória de Marius Lauritzen Bern na Editora Civilização Brasileira

O presente artigo é o segundo de uma série sobre “uma nova abordagem para a história do design do livro brasileiro”, e se insere numa linha de pesquisa apoiada pelo CNPq intitulada História do Design Brasileiro. Esse tema, a editora Civilização Brasileira, é abordado na dissertação de Mestrado da designer Ana Sofia Mariz, na pós-graduação da PUC-Rio, sob a orientação dos professores Luis Antônio Coelho e Guilherme Cunha Lima.
Palavras-chave: Design brasileiro; história; design gráfico; capas; Civilização Brasileira.
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Guilherme de Souza MacielUniversidade Federal de Minas Gerais/Universidade Federal de Viçosa. Professor Substituto de Prática de Ensino de História na UFV e mestrando em História pela UFMG.

“Envergonhei-me de mim mesma e tive medo!”: a mulher e suas representações em um periódico literário mineiro da primeira metade do século XIX

Um dos objetivos principais do grupo social ligado ao periódico literário ouropretano O Recreador Mineiro, que circulou entre 1845 e 1848, foi construir e difundir uma idéia de nação brasileira legitimada pelos princípios civilizatórios e pela moral cristã, em diálogo estreito com as matrizes culturais européias daquele período, quais sejam, as sociedades francesa e inglesa. Em suas páginas, a história, tomada como “mestra da vida”, constitui-se como meio privilegiado para alcançar seus objetivos: através de seus exemplos, ensinava-se e, simultaneamente, formava-se a nação brasileira. Esta comunicação propõe-se a analisar como os artigos e os folhetins publicados no Recreador Mineiro trazem consigo uma série de exemplos, normas de conduta e valores morais que nos possibilitam perceber como seus editores, face aos projetos de construção de uma identidade para o país, viam a mulher e qual papel lhe destinavam numa sociedade patriarcal, machista e violenta.
Palavras-chave: Nacionalismo; história; imprensa; mulher; século XIX.
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Gustavo SoráMuseo de Antropología de la Universidad Nacional de Córdoba. Miembro de la Carrera de Investigador Científico del Consejo Nacional de Investigaciones Científicas (CONICET) de Argentina. Doctor en Antropologia Social pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, UFRJ, 1998. Profesor de la Maestría en Antropología de la Facultad de Filosofía y Humanidades de la Universidad Nacional de Córdoba. Autor de: Traducir el Brasil. Una antropología de la circulación internacional de ideas. Buenos Aires: Libros del Zorzal, 2003; “Os editores e a república mundial das letras. As feiras do libro como feito social e como obxecto sociolóxico”. Revista A Trabe de Ouro. Departamento de Filoloxia de la Universidad de Santiago de Compostela. 2004 (en prensa); “O livro brasileiro como instituição. História de um milagre”. Revista do Livro, nº 45, janeiro 2003, Rio de Janeiro – Biblioteca Nacional. 2003; “Livraria Schmidt: literatura e política. Gênese de uma oposição elementar na cultura brasileira”. São Paulo. Novos Estudos Cebrap nº 61. Nov. 2001; «La Maison et l’Entreprise. José Olympio et l’évolution de l’édition au Brésil”, Actes de la Recherche en Sciences Sociales 126 – 127, marzo de 1999.

A arte da amizade: José Olympio e as formas de sociabilidade do campo de poder

Se houvesse que escolher uma frase para melhor explicar o sucesso de José Olympio Pereyra Filho, ao se transformar no principal editor do que hoje é considerado o cânone da literatura e do pensamento social brasileiro, seria “a arte da amizade”. De origem social modesta, sem possuir fortuna nem formação escolar, entre meados dos anos 30 e 40 do século XX, José Olympio atraiu a vanguarda intelectual, conheceu de perto os principais homens da política, da religião e da economia. Utilizando uma linguagem de parentesco – uma ideologia da Casa –, privilegiando a amizade, formava redes de relações sociais que incluíam pessoas em posições marcadamente antagônicas para as lógicas racionais da cultura e da política. Desde um ponto de vista histórico e antropológico, este trabalho aborda as razões sociais e práticas que explicam a singularidade de José Olympio em relação às tradicionais formas de construção do poder no Brasil.
Palavras-chave: Antropologia do poder; amizade; história editorial; editores; José Olympio.
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Hebe Cristina da SilvaMestre em Teoria e História Literária pela Unicamp; Doutoranda em Teoria e História Literária pela mesma instituição; Bolsista da Fapesp.
E-mail: hebe_iel@yahoo.com.br

A circulação de romances de Teixeira e Sousa: best-sellers do século XIX?

Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa (1812-1861) é mencionado por algumas histórias literárias brasileiras como autor do primeiro romance nacional: O filho do pescador, de 1843. Os historiadores da literatura têm opiniões divergentes a respeito de ele ser ou não o primeiro romancista brasileiro, mas concordam plenamente quando se trata de avaliar as produções em prosa do autor: em geral, negam qualidades estéticas e formais aos seus romances e apontam neles inúmeras imperfeições. Um recuo no tempo coloca o estudioso da literatura diante de uma questão instigante: alguns textos críticos oitocentistas elogiam a produção do autor, indicando que ele era muito apreciado pelo público. Essa indicação é, de certa forma, atestada pelos dados acerca da publicação de seus romances, que foram publicados tanto em folhetim quanto em volume e, em sua maioria, tiveram mais de uma edição nos Oitocentos.
Palavras-chave: Teixeira e Sousa; romance brasileiro; século XIX; circulação.
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Heloisa VillelaProfessora de História da Educação do Departamento de Fundamentos Pedagógicos da UFF. Mestre em Educação pela UFF. Doutora em História da Educação e Historiografia pela USP. Autora de: “A inferiorização da mulher e a dosagem do saber escolar: uma visão de cidadania no Brasil Imperial”, in Leitura e escrita em Portugal e no Brasil 1500-1970. Actas do 1º Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação. Rogério Fernandes e Áurea Adão (orgs.). Fundação Calouste Gulbenkian; Porto: Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação,1998, v.2; “A primeira Escola Normal do Brasil”, in NUNES, Clarice (org.). O passado sempre presente. São Paulo: Cortez, 1982.
E-mail: villela@radnet.com.br

Construtores de uma pedagogia “à brasileira”: Felisberto de Carvalho e Francisco Alves, um encontro gerador

Pretende-se chamar a atenção para a relação entre o movimento editorial no século XIX e a emergência da figura do autor brasileiro de livros didáticos. Focaliza-se a produção de uma obra, o Tratado de Metodologia de Felisberto de Carvalho, editado pela Francisco Alves, no entrecruzamento de duas culturas. De um lado o autor, sua formação na Escola Normal e na prática cotidiana do magistério que o colocavam em posição proferir um discurso autorizado. De outro lado o editor, transitando entre a intuição e as regras do mercado, transformando textos em livros, escritores em autores. O trabalho ressalta o encontro desses dois sujeitos como um momento importante no processo constituição de uma pedagogia brasileira no último quartel do século XIX que teve como protagonistas importantes os professores-autores de livros didáticos nacionais e seus editores.
Palavras-chave: Livro didático; pedagogia brasileira; professores-autores; século XIX; editores; Francisco Alves.
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Íris Filomena Mendes de OliveiraUniversidade Estadual de Campinas. Pedagoga, mestranda do grupo ALLE/FE/Unicamp. Este trabalho é parte da pesquisa desenvolvida, em 2003, como Iniciação Científica intitulada Uma leitura dos catálogos de livros infantis, com orientação da Profa. Dra. Norma Sandra de Almeida Ferreira, junto ao grupo ALLE/FE/Unicamp e financiada pela Fapesp. Email: irisfil@yahoo.com.br

Uma trajetória histórica: a Editora Ática

Na pesquisa desenvolvida, em 2003, como Iniciação Científica, intitulada Uma leitura dos catálogos de livros infantis, julgamos necessário, para uma análise mais comprometida, conhecer os caminhos traçados pela Editora Ática em sua trajetória histórica e assim, saber um pouco mais sobre suas concepções e sua inserção no mercado editorial nos diversos momentos de suas atividades e acabamos, por conseguinte, conhecendo também um pouco mais sobre o papel que a Editora Ática julga ter em sua função editorial.
Palavras-chave: Ática; editora; história editorial; história da cultura impressa.
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Isabel Cristina Alves da Silva FradePesquisadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita e professora da Faculdade de Educação da UFMG

Cartilha Analytica publicada pela Francisco Alves: aspectos da materialidade entre ordenamentos pedagógicos e editoriais

Baseando-se em algumas perspectivas da bibliografia material, da sociologia de textos e da história cultural, o trabalho aborda aspectos da circulação e da materialidade da Cartilha Analytica de Arnaldo Barreto, publicada pela Francisco Alves em 1909. Toma-se, entre outras fontes, os documentos do Arquivo Público Mineiro e edições que foram produzidas entre 1923 e 1967 que permitem uma análise comparativa dos impressos que sofreram adaptações editoriais. Os dados permitem discutir possíveis cruzamentos entre os aspectos pedagógicos e editoriais e elege-se como foco: as influências dos métodos de ensino na produção do material; o papel dos métodos de alfabetização; os ordenamentos e reordenamentos gráficos que indicam formas de escolarização do impresso cartilha e, mais especificamente, as mudanças no formato gráfico-editorial que indicam relações entre as técnicas e a pedagogia.
Palavras-chave: Francisco Alves; editora; Arnaldo Barreto; livros escolares; artes gráficas; bibliografia material.
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Ivana BarretoProfessora-adjunta do curso de Comunicação Social da Universidade Estácio de Sá (Unesa); Bacharel em Comunicação Social (habilitação jornalismo) pela PUC-Rio; Especialista em Literatura Brasileira (UERJ); Mestre em Literatura Brasileira (UFRJ); Doutora em Literatura Brasileira (PUC-Rio). Também professora contratada do curso de Jornalismo da UERJ. Já trabalhou no jornal O Globo, na Rede Manchete e atuou como assessora de imprensa durante seis anos.
E-mail: ivannabarreto@bol.com.br

Rubem Fonseca: o escritor na sociedade contemporânea

Qual é o papel desempenhado pelo escritor na sociedade contemporânea, mobilizada pelo consumo e pela informação? Como ficam o escritor e suas relações, de um lado com a sua arte e, de outro, com o mercado, regido por leis muitas vezes implacáveis? O objetivo deste trabalho é demonstrar como estas questões são discutidas por Rubem Fonseca, um escritor do nosso tempo. Para tanto, a metodologia adotada incluirá primordialmente a análise do romance Bufo e Spallanzani. Por fim, este estudo caminha no sentido de entender como o autor, a partir dos seus personagens, discute questões da arte contemporânea: a relação do escritor com o mercado e seu processo de profissionalização; o aparente paradoxo arte/sobrevivência; o resgate do divertimento e da auto-reflexão na literatura.
Palavras-chave: Rubem Fonseca; escritor; profissionalização; mercado; auto-reflexão; autor.
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Jackeline Lima FarbiarzProfessora do Departamento de Letras da PUC-Rio; Doutora em Educação e Linguagem pela USP; Supervisora de Pesquisa do Núcleo de Estudos do Design do Livro da PUC-Rio.
E-mail: alexfarbiarz@aol.com

Lugares do livro ou o seu entre-lugar

É na escola/universidade que se desenvolvem as relações de afeto e desafeto com o livro. Este trabalho pretende mostrar que os mediadores na relação livro-leitor reproduzem conceitos e preconceitos sociais que orientam a mediação. Torna-se necessário entender o livro enquanto objeto potencializador da leitura e a leitura como uma instância em busca de um design, de um projeto no qual o ato de ler possibilitaria ao leitor a recriação. Quando os mediadores assumirem o duplo papel de autores-leitores e tiverem consciência das carências de suas formações, é possível que o livro e a sociedade comecem, de fato, a construir um mundo com possibilidade de inclusão social. Enquanto isto não acontece, acreditamos que as instituições formadoras e o mercado editorial estão deixando de assumir os seus papéis como agentes no processo de formação do design da leitura de nosso país.
Palavras-chave: Livro; produção de sentidos; representações sociais; design da leitura; livro infantil e infanto-juvenil.
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