I Seminário Brasileiro sobre Livro e História Editorial
8 a 11 de novembro de 2004 Casa de Rui Barbosa - Rio de Janeiro

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Programação geral
Textos e resumos
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Índice de autores por nome

1. Acácia » Cláudia

2. Cristiane » Jackeline

3. Janaína » Marcos

4. Marcus » Wander

Acácia Rios Real Gabinete Português de Leitura. Graduada em Comunicação Social e Mestre em Memória Social e Documento, Universidade do Rio de Janeiro (Uni-Rio). Faz parte do Núcleo Cultura e Sociedade, do Real Gabinete Português de Leitura.
E-mail: acaciarios@terra.com.br

O que dizem as capas de Os sertões – o olhar editorial brasileiro e estrangeiro

O objetivo desta comunicação é apresentar uma análise do tratamento gráfico dado por algumas editoras brasileiras e estrangeiras a Os sertões, de Euclides da Cunha, a partir do estudo das capas, apontando os seus elementos mais recorrentes, e a forma como alguns ilustradores interpretaram personagens e paisagens do sertão euclidiano. Reproduções de pinturas, fotografias, bico de pena, xilogravuras e outros recursos ilustrativos dão uma dimensão das variadas formas de soluções gráficas encontradas para apresentar Os sertões ao público e/ou para suavizar o contato deste com o texto. Quer nas representações do homem, da terra ou da luta – subdivisões construídas pelo autor –, o tratamento editorial do ponto de vista ilustrativo vem contribuindo para a permanência da memória desta que é considerada uma obra monumental e um “sucesso editorial” desde a sua primeira edição, em 1902.
Palavras-chave: Os sertões; Euclides da Cunha; capas; ilustrações.


Alessandra El Far Universidade Estadual de Campinas. Pesquisadora de Pós-Doutorado vinculada ao PAGU (Núcleo de Estudos de Gênero), da Unicamp.
E-mail: aleelfar@usp.br

A disseminação do livro popular nas últimas duas décadas do século XIX e a trajetória editorial de Pedro Quaresma, proprietário da Livraria do Povo.

Nas últimas duas décadas do século XIX, o livro deixava de ser um produto caro e reservado apenas ao consumo de uma pequena elite intelectualizada. No Rio de Janeiro, comerciantes, dispostos a conquistar espaço no mercado livreiro da cidade, começavam a anunciar nos jornais da época listas e mais listas de volumes a baixos preços. Eram brochuras dos mais diferentes gêneros literários que procuravam atender ao gosto de uma ampla camada alfabetizada da população que crescia a cada dia. Entre esses livreiros-editores estava Pedro da Silva Quaresma, proprietário da Livraria do Povo e principal responsável pela publicação de livros baratos e de grande tiragem daquele período.
Palavras-chave: Livraria; livro popular; Pedro da Silva Quaresma; século XIX; história literária brasileira.
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Alexandra Santos PinheiroDoutoranda em História e Teoria Literária pela Unicamp e professora da Unioeste (PR). Membro do grupo RETLLE.
E-mail: alexpin@netconta.com.br

Baptiste Louis Garnier: O homem e o empresário

A presente comunicação tem como objetivo refletir sobre a importância de Baptiste Louis Garnier para a imprensa brasileira do século XIX. O editor nasceu em 4 de março de 1823, em Paris, e morreu em 1 de outubro de 1893, no Rio de Janeiro, onde residia desde 1844. O trabalho com a imprensa foi aprendido com seus dois irmãos mais velhos que, com 17 e 21 anos, abriram uma livraria em Paris. Louis Garnier, balconista na loja dos irmãos, decidiu montar seu próprio negócio e escolheu o Brasil para realizar o seu intento: “Resolveu transferir-se para o Brasil, pensando com razão que num país novo e cheio de ambição haveria lugar propício para o desenvolvimento dessa especialidade comercial” (Hallewell, 1985, p. 127-128). A importância do editor pode ser avaliada, dentre outros aspectos, pela longevidade de seu projeto editorial.
Palavras-chave: Garnier; editor; século XIX; Rio de Janeiro; França; história editorial.
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Alexandre Farbiarz Professor do curso de Comunicação Social da UFF. Doutorando em Design pela PUC-Rio; Supervisor Administrativo do Núcleo de Estudos do Design do Livro da PUC-Rio; Mestre em Educação e Linguagem pela Faculdade de Educação da USP; Mestre em Design pela PUC-Rio.
E-mail: alexfarbiarz@aol.com

Texto, leitor e suporte: um triângulo amoroso?

Durante a história, o livro teve os mais diversos formatos e suportes. Sua presença ou ausência, sua leitura ou a falta dela, suscitaram os mais diversos tipos de relações. Hoje, quando nos deparamos com novas formas de leitura eletrônica, percebemos o quanto a humanidade acumulou de hábitos e experiências e o quanto eles condicionam a nossa leitura. Este trabalho tem como objetivo principal a investigação da relação cognitiva entre o suporte do livro e o leitor, como forma de ampliar a compreensão do papel do livro eletrônico nos dias atuais. Seja através de pesquisa bibliográfica ou da coleta de dados com o universo de pesquisa, o que se pode avaliar até o presente momento é que na relação afetiva com o códice, forma-se uma situação dicotômica reiterada pelas políticas de incentivo à leitura, tendo no livro eletrônico e digital uma possibilidade de solução.
Palavras-chave: Livro; livro eletrônico; suporte; afeto; produção de sentidos.


Alice Mitika Koshiyama Professora do curso de graduação em Jornalismo e de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da ECA-USP. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Jornalismo e Construção da Cidadania, pesquisadora em jornalismo, editoração, história e cidadania. Autora de Monteiro Lobato, intelectual, empresário, editor, 1982.
E-mail: alicemit@usp.br

Atualidade de Monteiro Lobato para a indústria do livro

O trabalho avalia a atuação de Monteiro Lobato editor de livros e situa sua importância na história como o mais qualificado ideólogo da indústria do livro no Brasil. Pioneiro na produção do setor, defendeu os interesses da empresa editorial ao mesmo tempo em que produzia seus textos para literatura infantil e adulta. Conseguiu perceber os interesses do empresário editor e dar um status para o livro como produto cultural e instrumento indispensável para a formação e a construção da cidadania no país. Seu trabalho na produção e comércio de livros nos anos 20 e sua atividade de escritor de obras infantis e de adultos na primeira metade do século XX atestam seu vínculo com a constituição de valores sobre a função do livro na vida do país. Valores que permanecem e se renovam na atualidade em novos contextos históricos.
Palavras-chave: Monteiro Lobato; indústria do livro no Brasil; formação de cidadania; editores; história editorial.
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Amanda do Prado Ribeiro Universidade Federal Fluminense. Aluna do bacharelado em Língua e Literatura Alemãs, exercendo atualmente atividades de monitoria em Teoria da Literatura, sob a orientação do professor Dr. José Luís Jobim.
E-mail: amandaprado@terra.com.br

O livro eletrônico e transformações na indústria editorial

O livro eletrônico, embora ainda não incorporado aos nossos hábitos de leitura, tem recebido apoios entusiastas e críticas contundentes. Inserido nas discussões em torno das novas tecnologias de produção, comercialização e leitura textuais, o tema tem sido favorecido pela facilidade de publicação em meio digital, onde uma miríade de artigos jornalísticos, ensaios literários e estudos acadêmicos encontram espaço a todo o momento (além dos que circulam nos meios tradicionais), envolvendo editores, livreiros, críticos literários, profissionais da educação, comunicólogos, cientistas sociais, engenheiros eletrônicos e programadores de software. Este trabalho aborda algumas das questões em discussão: os destinos da literatura no espaço cibernético, o possível abandono de práticas culturais associadas à materialidade do códice, a criação de novas formas de leitura e suas repercussões no pensamento contemporâneo.
Palavras-chave: Internet; e-book; livro eletrônico; editoras virtuais; novas tecnologias.
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Ana Carla Epitácio MazzetoAluna do curso de graduação de Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal Fluminense

Ana GawryszewskiAluna do curso de graduação de Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal Fluminense.
E-mail: agawry@vm.uff.br

O caderno Idéias

O trabalho examina o caderno Idéias, suplemento literário do Jornal do Brasil que vem sendo publicado desde 1986 com o propósito de divulgar informações sobre acontecimentos do mercado editorial, mais especificamente sobre lançamentos de livros. São contemplados os seguintes aspectos do caderno: função, estrutura e processo de seleção dos livros divulgados. Para sua elaboração, foi realizada uma entrevista com Cristiane Costa, editora-chefe do Idéias, de onde as principais informações foram obtidas.
Palavras-chave: Caderno Idéias; suplementos literários; cadernos literários; Jornal do Brasil, crítica literária; divulgação.
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Ana Elisa RibeiroMestre em Estudos Lingüísticos pela UFMG, professora universitária, docente na pós-graduação do Uni-BH, escritora e editora.
E-mail: ana@patife.art.br

As margens da página no texto impresso e no texto digital: espaços virgens ou reservas especiais?

Desde o manuscrito até o impresso, as margens dos livros, além de terem função estética e de proporcionarem conforto, maior legibilidade e de espaço de manobra e manipulação do objeto, serviam ao autor ou ao editor como o lugar reservado para anotações e comentários. Ao leitor sobravam as margens em branco abandonadas pela impressão, espaços periféricos e não-autorizados. Com o advento do empréstimo público de livros, novas práticas de leitura desestimularam que se escrevesse nas páginas. Com a perda desse hábito, perderam-se as pegadas de leitores ativos. No entanto, por meio de pesquisa bibliográfica e atividade intensa na Internet, percebe-se o estímulo aos comentários e ao diálogo entre autor e leitor, assincronamente, nos blogs, nova ferramenta de escrita e publicação na Internet, o que desenha o movimento de vaivém e a hibridez dos suportes de leitura/escrita, apesar das inovações tecnológicas.
Palavras-chave: Leitura; margem; anotação; co-autoria; Internet.
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Ana Elisa RibeiroMestre em Estudos Lingüísticos pela UFMG. Professora da Pós-graduação do Uni-BH, escritora e editora.

Jorge Rocha Mestre em Cognição e Linguagem pela Universidade Estadual do Norte Fluminense. Professor do curso de Comunicação Social da Universidade Fumec-BH, escritor, editor e jornalista.

Pequenas editoras e Internet: ação cultural com tecnologia para a difusão da nova literatura

Uma profusão de pequenas editoras espalhadas por todo o Brasil comprova, pela produção de alto nível, que elas são as responsáveis pela renovação da literatura contemporânea, uma vez que buscam e encontram novos autores, além de publicarem suas obras e servirem, muitas vezes, de porta de entrada para editoras maiores. No entanto, apesar do trabalho de pesquisa e da alta qualidade gráfica permitida pela utilização de programas de computador e pelo barateamento do serviço das gráficas, as obras desses autores continuam sem distribuição satisfatória. Neste texto, refletimos sobre essa dinâmica de renovação, existência das pequenas editoras não-artesanais, parcas distribuição e divulgação.
Palavras-chave: Editora; literatura; distribuição; Internet; novas tecnologias.
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Ana Flávia Ferreira GodoiUniversidade Federal Fluminense. Aluna da graduação em Produção Cultural, participou do I Seminário de Produção Cultural da UFF.
E-mail: ana_godoi@ig.com.br

Tempos revolucionários: livros, livrarias, cafés e academias. Leitura e sociabilidade na Cidade Sorriso. 1930-1940.

Pretende-se uma pesquisa exploratória contextualizando o ambiente social e cultural das décadas de 1930 e 1940 na cidade de Niterói, objetivando problematizar o crescente número de espaços marcados pela circulação e uso do livro. Ainda analisaremos as transformações decorrentes da ação política, pedagógica, cultural e jurídica da Revolução de 30 e do Estado Novo, quando a educação e a cultura inseriam-se como ferramentas de caráter político-ideológico largamente difundidas pelo regime estadonovista. Em nossa metodologia, listaremos as academias de letras, os grêmios literários, jornais, movimentos juvenis, associações proletárias, clubes sociais e outros espaços culturais. Empregaremos o suporte teórico do Habitus, em Bourdieu e dos círculos de literatos conforme R. Darnton. Concluímos, preliminarmente, que o ambiente cultural do entreguerras, na sociedade niteroiense, foi caracterizado pela identidade provinciana e pela incorporação de hábitos cotidianos simbolizados por encontros literários e reconfigurados pela popularização do radio e do cinema, o que afirmou o habito da leitura como uma prática notoriamente de elite.
Palavras-chave: Livros; leitura; sociabilidades; instituições culturais; Niterói.


Ana Gawryszewski, ver Ana Carla Epitácio Mazzeto


Ana Lucia Silva EnneGraduada em Comunicação Social pela PUC/RJ, Mestre e doutora em Antropologia Social pelo PPGAS/Museu Nacional/UFRJ, bolsista recém-doutora pelo PRODOC/CAPES no Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFF, onde coordena o Laboratório de Mídia e Identidade (LAMI).

O Livro de uma sogra ou “o livro dentro do livro”: discurso polifônico e metalinguagem na obra de Aluísio Azevedo

Neste trabalho, pretendo apresentar algumas considerações sobre o romance O Livro de uma Sogra, de Aluísio Azevedo, escrito no final do século XIX. A proposta é percebê-lo como uma bricolagem de textos que se sobrepõem e se interpenetram, em um jogo de intertextualidades, configurando assim um exercício de metalinguagem no qual o livro dentro do livro faz deste último o suporte ideal para desdobramentos polifônicos. Pretendo demonstrar como, através desses recursos e estratégias narrativas, Azevedo constrói uma tessitura de enredo que entrelaça crítica social com conservadorismo, discutindo temas como o casamento burguês, as diferenças entre os gêneros, o romantismo e o cientificismo, dentre outros.
Palavras-chave: metalinguagem; polifonia; crítica social; Aluísio Azevedo; narrativa.
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Ana Sofia Mariz, ver Guilherme Cunha Lima


Andréa Bezerra CordeiroMestranda em Educação pela Universidade Federal do Paraná; bolsista CAPES.
E-mail: cordeiroandrea@yahoo.com.br

Memória, nação e escolarização: a apologia à memória nacional em Poesias Infantis (1904) de Olavo Bilac

Este artigo propõe uma análise do empenho republicano no início do século XX, pelo estabelecimento de uma memória nacional, via escolarização, a partir da leitura da obra Poesias Infantis (1904), de Olavo Bilac. Tal análise buscará entender o papel do livro Poesias Infantis como “lugar de memória”, capaz de adensar e localizar a memória sobre o passado da escolarização no Brasil; e também examinará algumas idéias sobre a memória expressas por Olavo Bilac nas próprias poesias infantis, no intento de gerar um vínculo entre a criança da Primeira República e o passado histórico do país, solidificando, desta forma, a identidade nacional.
Palavras-chave: Primeira República; Olavo Bilac; lugar de memória; poesia infantil, escolarização; livro infantil e juvenil.
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Andréa Borges LeãoDoutora em Sociologia (USP) e professora-pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC). Com tese sobre a história da produção editorial para criança, entre os anos de 1890 e 1915 (ora, em processo de publicação em livro), a pesquisadora desenvolve trabalho sobre a história e memória editorial cearense, do qual participam alunos da pós-graduação e bolsistas graduação/CNPq, vinculados ao núcleo de história e memória Educacional.
E-mail: dealeao@secrel.com.br

Francisco Alves e a formação da literatura infantil

A escolarização dos livros infantis não foi a única função do livreiro-editor Francisco Alves, ainda que a mais rentável. Os alunos não foram os únicos leitores visados, até porque em um país como o Brasil, convinha apostar na leitura mais sonora e visual que escrita, e acertar o alvo dos analfabetos. Francisco Alves publicou livros de imaginação, histórias de puro divertimento, que talvez nem entrassem na sala de aula. E, com isso, deu a sua contribuição para a formação do universo literário para crianças, associando sua marca comercial ao nome de autores dispostos a assumir todos os riscos da criação. Ao lado das poesias cívicas, tornou possível que as comédias e os contos de fadas fossem lidos, as fronteiras entre ficção e realidade ficassem borradas e que o respeito à liberdade de criação autoral convivesse com as leis do mercado de compêndios escolares. A comunicação tem por objetivo analisar o papel de Francisco Alves na formação da literatura infantil brasileira.
Palavras-chave: Edição; literatura; infância; livros infantis e juvenis; história editorial; Francisco Alves.
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Andréa Lemos Xavier Galucio Doutoranda em História Social na UFF. Mestrado em História Social da Cultura na PUC-Rio, c oncluído em 2003. Apresentação de trabalhos nos congressos regionais e nacionais de História (ANPUH, 1998 a 2003) e no Congresso Internacional da Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC, 2004).
E-mail: andreagalucio@uol.com.br

O papel da Editora Brasiliense na difusão do pensamento de esquerda e nos debates intelectuais e políticos, no Brasil, entre 1979 e 1985.

A Editora Brasiliense, durante o regime militar, enfrentou diversos obstáculos para sua manutenção no mercado editorial, e sua posição sofrerá mudanças em fins dos anos 70, junto ao processo de abertura democrática, ao publicar a Coleção Primeiros Passos, inaugurando uma fase de sucesso desde sua fundação. Neste quadro, analisamos a consolidação do projeto político-cultural da Brasiliense ao formar um ambiente intelectual e político de esquerda a partir de sua atividade editorial. Para isso partimos de categorias de Antonio Gramsci – com objetivo de problematizar a atuação de setores do livro na sociedade civil e no governo – e Pierre Bourdieu em torno da noção de campo editorial que nos permite metodologicamente mapear este campo. Entendemos que a análise da produção de publicações, da trajetória de editoras e do conteúdo dos textos são relevantes para a discussão dos canais de difusão de concepções políticas em um grupo social específico, destacando que mesmo com interesses particulares de empresários do livro, algumas editoras tiveram a peculiaridade de estimular a formação de opiniões críticas e politizadas da vida social, vinculando-se, inclusive, a movimentos políticos e sociais, como o apoio da Brasiliense na reorganização da esquerda naquele momento.
Palavras-chave: Editoras de esquerda; política editorial; cultura política; Brasiliense; transição política.
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Aníbal BragançaProfessor do Departamento de Estudos Culturais e Mídia e do PPGCOM – Programa de pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense. Doutor em Ciências da Comunicação, com a tese Eros pedagógico: a função editor e a função autor, ECA/USP, 2001. Autor de Livraria Ideal, do cordel à bibliofilia, 1999; co-organizador de A profissão do poeta & Carta aos livreiros do Brasil, 2002. Coordenador do LIHED/UFF. Diretor científico da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom (2002-2005). Coordenador geral do Seminário.
E-mail:anibalbr@terra.com.br

A Francisco Alves no contexto da formação de uma indústria brasileira do livro

Novos estudos da história do livro brasileiro apontam o papel exercido pela Impressão Régia (do Rio de Janeiro) e de outras editoras, que foram criando, paralelamente aos trabalhos dos livreiros-editores estrangeiros aqui instalados após a Independência, o que viria a ser uma indústria nacional do livro. Nesse processo foi fundamental a expansão do sistema público escolar na abertura de um mercado para a edição de manuais didáticos. Francisco Alves, com novas formas de relacionamento com autores e moderna visão empresarial criou a primeira grande editora brasileira, cuja expansão para a Europa só se interrompeu com seu falecimento, em 1917. Seus sucessores a mantiveram no topo até que a Nacional, editora fundada por Monteiro Lobato e Octalles Marcondes Ferreira, em novo contexto histórico e cultural, após 1930, a deslocassem dessa posição. Comemorando 150 anos, a Francisco Alves, depois de passar por grandes transformações em sua gestão e política editorial, é a mais antiga em funcionamento contínuo no país.
Palavras-chave: História editorial; editoras; livrarias; sistema público escolar; livros escolares; Francisco Alves.
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Arlette Medeiros GasparelloProfessora da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Doutora em Educação pela PUC-SP. Pesquisa na área do ensino de História e do livro didático e é autora do livro Construtores de identidades: a pedagogia da nação na escola secundária brasileira.
E-mail: arlettemg@urbi.com.br

Invenção e continuidade: a História do Brasil de João Ribeiro

O texto discute as relações entre ensino de História, livro didático e os professores/autores, com base em pesquisa situada na primeira década do século XX, quando se configurou uma fase de renovação do campo historiográfico e do ensino de História no Brasil, marcada pelas contribuições de João Ribeiro e Capistrano de Abreu. O primeiro, com uma original produção voltada para o ensino e o segundo, intenso pesquisador do nosso passado, ocupam um lugar de destaque na historiografia nacional. Distanciando-se das interpretações do século anterior, João Ribeiro, com um inovador compêndio e Capistrano de Abreu, com seus Capítulos, contribuíram para dar visibilidade a novos agentes e práticas que precisavam ser levados em conta na formação histórica brasileira.
Palavras-chave: Livro didático; professor/autor; ensino de História; nação.
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Bruno DorigattiFormado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina, aluno do curso de graduação em História da UFF. Trabalha com revisão e diagramação de livros
E-mail: bruno@arteepolitica.com.br

Ascensão e declínio do autor

O presente artigo pretende traçar um breve panorama de algumas questões que se relacionam com o surgimento do autor, sua hegemonia no período que vai da modernidade até meados do século passado, e seu declínio, que coincide com o desenvolvimento e expansão das novas tecnologias de comunicação e informação. Segundo Michel Foucault, Roland Barthes, Regina Zilberman e Paulo Vaz, entre outros, percebemos o quanto o “surgimento” do autor é algo socialmente construído, com um valor e uma noção que chegariam a ser amplamente difundidos no século XX. O império do autor de que nos fala Barthes está amplamente consolidado, mas, por outro lado, observamos, movimentos que questionam essa infalibilidade do autor, a aura e o romantismo que insistem em classificá-lo como alguém dotado de um gênio original. Dentre estes movimentos, apresentamos o coletivo italiano Wu Ming, que pretende desmistificar a aura do autor, visto que mesmo a criação individual tem uma dimensão coletiva, questionar a lógica do copyright, por achar que este limita o desenvolvimento do “capital cognitivo”, e substituí-lo pelo conceito de copyleft, que permite a reprodução, desde que para fins não-comerciais, garantindo a reprodução e difusão da obra.
Palavras-chave: Autoria; direitos autorais; copyright; copyleft; novas tecnologias.
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Carla Fernanda FontanaFormada em Editoração pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Foi um dos organizadores do sexto volume da série “Editando o Editor”, com Cláudio Giordano, lançado em 2003 pela Edusp. Desde o início da graduação trabalhou em editoras; também trabalhou na Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes, organizando seu acervo. Atualmente é editora-assistente da Edusp. Apresentada originalmente como trabalho de conclusão de curso, esta pesquisa está sendo preparada para publicação pela Ateliê Editorial.
E-mail: carlaff@usp.br

O Ateliê de Desenho da Livraria do Globo

Nesta pesquisa estuda-se a produção dos artistas gráficos que trabalharam para a Livraria do Globo de Porto Alegre. Começando por um breve histórico da empresa, fundada em 1883, o trabalho busca acompanhar a transformação da livraria em editora, nos anos de 1920, e a inserção de imagens nas publicações da Globo dos decênios de 30 e 40, quando a editora ganhou projeção nacional com suas traduções. Como, em decorrência dessa produção editorial, formou-se na Globo a chamada “seção de desenho”, ateliê no qual se reuniu um grupo de artistas responsável pelo planejamento gráfico e pelo desenho de capas e ilustrações para livros e revistas e pela criação de cartazes e anúncios publicitários, analisa-se em seguida a formação desse ateliê, destacando-se os artistas que dele fizeram parte e sua importância para as artes plásticas gaúchas, além de sua singularidade na história editorial brasileira. A partir do levantamento dos livros ilustrados publicados pela Globo, foram escolhidos, por sua relevância, os artistas Ernest Zeuner, João Fahrion, Edgar Koetz e Nelson Boeira Faedrich, sendo cada um deles objeto de um capítulo em que seus trabalhos para os livros da editora são detalhadamente estudados. Em todo o texto a análise das obras é relacionada a pesquisas sobre artes gráficas, buscando-se recuperar as práticas e técnicas adotadas pela Globo na edição de livros ilustrados.
Palavras-chave: Ilustração; artes gráficas; livros; livraria; editora; Globo.


Carlo CarrenhoFormado em Economia pela FEA-USP e especializado em Publishing pelo Radcliffe College (Cambridge, USA). Trabalha há 10 anos no mercado editorial e, atualmente, é editor e proprietário da Carrenho Editorial. Idealizador e editor do informativo eletrônico PublishNews, que consolida diariamente todas as notícias do mundo editorial brasileiro. Exerce a função de Gerente de Produto Livro na distribuidora Superpedido, de São Paulo.
E-mail: carlo@carrenho.com.br

A importância da mídia espontânea para o mercado editorial de livros

Com a queda da tiragem média dos livros e a conseqüente diminuição do faturamento por título lançado, é cada vez mais difícil para as editoras brasileiras investirem em publicidade paga. A divulgação dos lançamentos, portanto, fica a cargo de pequenas ações pontuais de editores e autores, do boca-a-boca e da mídia espontânea, isto é, resenhas e reportagens sobre livros e lançamentos. Além disso, o despreparo de livreiros e compradores de grandes redes de livrarias leva-os a utilizar a divulgação na mídia como determinante na aquisição e exposição dos livros nos pontos de venda. O papel da mídia espontânea é, portanto, duplamente importante, pois influencia tanto o livreiro como o leitor. A queda que o espaço dedicado ao livro vem sofrendo nos meios de comunicação, particularmente nos jornais, merece então a atenção e preocupação do mercado editorial e da própria universidade. O informativo PublishNews ganhou importância nos últimos 18 meses justamente por ir ao encontro da crescente carência por divulgação e informação das editoras e livrarias brasileiras. Seu desenvolvimento alinha-se com algumas das tendências da mídia em sua relação com o mercado editorial.
Palavras-chave: Mídia; mercado editorial; divulgação de lançamentos; jornalismo.


Carlos Humberto Alves CorrêaDoutorando da Faculdade de Educação/Unicamp; integrante do Grupo de Pesquisa Alfabetização, Leitura e Escrita – ALLE.
E-mail: parachac@hotmail.com

No rastro dos livros escolares: elementos para a compreensão de sua circulação nas escolas primárias do Amazonas (1852 a 1890)

No campo de estudos da história da leitura, inscrevem-se os trabalhos que se voltam à leitura escolar. Entre nós, a história cultural tem inspirado esta produção mais recente, auxiliando na percepção da leitura como uma prática plural, composta por uma heterogeneidade de ingredientes. O estudo dos modos de aprendizagem e de ensino da leitura é apresentado por Darnton (1990) e Chartier (2001) como uma das rotas possíveis para a reconstituição da história da leitura. Dentro desta perspectiva, optamos por apresentar neste trabalho os resultados parciais da pesquisa de doutorado que estamos desenvolvendo, examinado especificamente alguns elementos (personagens e práticas) do complexo e tortuoso circuito do livro escolar posto em funcionamento na Província do Amazonas, durante a segunda metade do século XIX.
Palavras-chave: História da leitura; história do livro; circulação; livros escolares; ensino primário; século XIX.
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Cecília Hanna MateUniversidade de São Paulo. Professora na Faculdade de Educação, das disciplinas Didática (licenciatura) e História do Currículo e das Disciplinas Escolares (pós-graduação). Mestrado e Doutorado em História da Educação. Autora do livro Tempos modernos na escola: os anos 30 e a racionalização da educação brasileira (Bauru: Edusc, Brasília: Inep); tem vários artigos sobre currículo, reformas de ensino e coordenador pedagógico. Integra o Grupo Temático de pesquisa “Educação e Memória: organização de acervos de livros didáticos” na FEUSP.
E-mail: hannamat@usp.br

Programas curriculares e o livro didático

Ao estudar os anos 30 tendo como documento principal revistas de educação publicadas em São Paulo de 1930 a 1933, discuto a reforma de ensino como suporte institucional da fabricação de uma “vontade de verdade” ao criticar e propor outros modos de educar e de organizar a escola: propostas de métodos e de conteúdos, programas de ensino, higiene e saúde, suportes teórico-científicos sobre renovação do ensino, notícias pedagógicas de outros estados e do exterior, reprodução de artigos e entrevistas publicados pela imprensa etc. Esses materiais nos trouxeram a idéia de dispositivo produtor de concepção de educação ao atingir professores em sua prática cotidiana criando, assim, um regime de verdade sobre como a educação poderia tornar as crianças auto-responsáveis. A conclusão do referido estudo abriu a perspectiva de trabalhar os livros didáticos que foram produzidos nos anos 1930 e 40 em torno dessas reformas com o objetivo de examinar como os textos escolares absorveram as orientações e regulamentações, tanto programáticas como metodológicas, que então se prescreviam para professores e escolas por meio dos programas curriculares elaborados com base nas reformas.
Palavras-chave: Reforma de ensino; livros didáticos; programas curriculares; revistas de educação; década de 1930/40.
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Célia Abicalil BelmiroProfessora da Faculdade de Educação e Pesquisadora do Ceale/UFMG; doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFF; fotógrafa. Têm diversas publicações na área da educação sobre imagem e texto verbal nos livros didáticos do ensino fundamental.
E-mail: celiab@terra.com.br

Imagens e textos verbais na construção dos jovens sujeitos leitores

Este texto se propõe a analisar as possibilidades teórico-metodológicas de alguns livros didáticos de língua portuguesa do ensino médio atuais, no sentido de desvelar, nas propostas de leituras de diferentes textos verbais e visuais, a presença dos sujeitos e a existência ou não de diálogo entre diferentes linguagens. Algumas reflexões podem tomar como ponto de partida as seguintes questões: há, nos livros analisados, uma clara direção para o desenvolvimento da leitura de textos literários e visuais, ou as propostas apenas espelham as características de uma fragmentação pós-moderna que atualiza, na forma e nas estratégias metodológicas, o pensamento de um sujeito deslocado e múltiplo, consumidor de textos? Esses manuais se limitam a um extenso uso de textos e imagens do cotidiano dos alunos ou propõem a ampliação do universo sócio-histórico que se espera de um jovem estudante?
Palavras-chave: Imagem; novos letramentos; leitura; livro didático.
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Célia Cristina de Figueiredo CassianoPUC-SP: Doutoranda em Educação, História, Política e Sociedade; Mestre em Educação, Especialista em teoria da Comunicação e graduada em Língua e Literatura portuguesas.
E-mail: f.cassiano@uol.com.br

Mercado de livro didático no Brasil

Esta comunicação é parte de minha dissertação de mestrado, cujo tema foi a circulação do livro didático na história recente do país. Teve como hipótese que as políticas públicas para o livro didático e as editoras privadas deixam marcas na seleção do livro que é feita nas escolas, levando para este processo determinantes de mercado. Constituindo-se, então, em um campo de estudo privilegiado para se entender a relação escola e mercado. Por conta disso, três foram as instâncias fundamentais pesquisadas: as editoras de didáticos, com ênfase na sua área comercial; as ações governamentais, com foco no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e a escola. Nesta comunicação enfatizaremos o mercado das grandes editoras de didáticos, traçando um panorama deste setor, assim como a reconfiguração deste mercado, com a entrada das grandes multinacionais no Brasil, suas novas estratégias e o que isto implica para as escolas. Autores como Michael Apple e Gimeno-Sacristán nos auxiliam a inserir este estudo na teoria crítica do currículo.
Palavras-chave: Mercado editorial; livro didático; políticas públicas; educação.
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Christianni Cardoso MoraisUniversidade Federal de São João del-Rei. Professora do Departamento das Ciências da Educação; Mestre em Educação pela UFMG, coordenadora do projeto Organização, catalogação e classificação das obras raras e antigas da Biblioteca Baptista Caetano d’Almeida; coordenadora do Grupo de Estudos em História da Alfabetização, Leitura e Escrita (GEHALE/DECED/UFSJ).
E-mail: tiannimorais@hotmail.com

Lucy Gonçalves Fontes HargreavesUniversidade Federal de Minas Gerais. Professora Aposentada da Escola de Ciência da Informação. PhD em Ciência da Informação pela Loughborough University of Technology, responsável pela orientação técnica do projeto Organização, catalogação e classificação das obras raras e antigas da Biblioteca Baptista Caetano d’Almeida
E-mail: peter@mgconecta.com.br

Uma biblioteca na província: a Livraria Pública de São João del Rei

A Livraria Pública de São João del Rei, primeira biblioteca pública de Minas Gerais, foi inaugurada em 1827 por iniciativa do comerciante Baptista Caetano à frente de um grupo de homens letrados. Além do acervo inicial de seu fundador recebeu inúmeras doações no decorrer do tempo. Atualmente o acervo, totalmente catalogado e classificado, está sob a guarda da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ). São 2771 títulos publicados entre os séculos XVI e o início do XX, com as informações armazenadas num banco de dados.
Palavras-chave: Biblioteca pública; livros raros; leitura e leitores; São João del Rei.
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Circe Maria Fernandes BittencourtPesquisadora e professora da Faculdade de Educação da USP, inclusive no programa de pós-graduação. Dentre outras publicações, organizadora do livro O saber histórico na sala de aula, São Paulo.

Autores e editores de livros didáticos: 1810-1950

Esta apresentação aborda a história dos autores e editores de livros didáticos considerando dois aspectos que distinguem essa produção das demais obras. A primeira delas é o papel do autor de livro didático e sua função como responsável pelo texto. As interferências na produção da obra didática são variadas, iniciando pela participação do Estado ao fixar currículos, estabelecer critérios de avaliação ou autorizações para sua circulação e uso nas escolas. As interferências dos editores ultrapassam as questões técnicas de transposição do texto para o livro, conferindo formas de confecção do livro de acordo com os contratos uma vez que o livro didático, em geral, possui uma tiragem muito maior e muitas vezes possui muitas edições que precisam aparentar trazer novidades para seu público consumidor: professores e alunos. As peculiaridades da produção didática e as relações entre autores e editores são apresentadas de maneira a identificar as tensões, os acordos em dois períodos da história dessa produção. O primeiro momento corresponde ao nascimento da produção nacional (1810-1930) e o segundo momento corresponde à consolidação de uma produção nacional de livros escolares (1930-1950). Nesse percurso é possível acompanhar as transformações do livro didático brasileiro que inicialmente sofre interferências estrangeiras até a constituição de uma produção mais autônoma tanto quanto no seu conteúdo quanto em sua materialidade.
Palavras-chave: Livro didático; autores; editores; público escolar; políticas educacionais.


Cláudia Andréa Prata FerreiraProfessora do setor de Hebraico/Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ; coordenadora e docente do curso de especialização em Estudos Bíblicos (FL/UFRJ); Doutora em Ciência da Literatura – Poética (FL/UFRJ); Mestre em Ciência da Literatura – Teoria da Literatura (FL/UFRJ); Licenciada e Bacharel em Letras (FL/UFRJ); Licenciada em História (UFF).
E-mail: claudia@letras.ufrj.br

O livro e a leitura como ritual religioso

Estudo da construção e formação da identidade e memória no judaísmo tendo como base o texto bíblico. O material bíblico é o referencial para refletirmos sobre a memória, linguagem e discurso na narrativa. Essa memória, construída literariamente a partir de uma tradição oral e escrita, evidencia uma relação singular entre o humano e o divino e procura legitimar em seu discurso a idéia de uma Religião e Tradição do Livro. Com um corpus textual definido pela canonização, a leitura pública do material bíblico e o seu trabalho de cópia e transmissão faz surgir uma nova etapa do Pacto da Memória, entrando em cena os rabinos, sábios, estudiosos da fonte bíblica que no intuito de continuar o dever da lembrança e procurando o sentido desse texto, geram um novo tipo de material denominado genericamente de fonte talmúdica, um vasto campo de literatura rabínica que se dedica a interpretar, à luz de sua época, o texto bíblico. Os tradutores e a difusão das religiões e transmissão dos valores culturais: um papel determinante na evolução das sociedades e na vida intelectual. O Livro/Bíblia e a leitura nas comunidades judaicas: o espaço sagrado e o espaço urbano. O estudo e a leitura como ritual religioso. Judaísmo: a palavra escrita e oral, da Antigüidade aos tempos modernos.
Palavras-chave: Livro; leitura; memória; linguagem; tradição.
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